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HINO DA VAQUEJADA

Música do alagoano Cláudio Rios volta a fazer sucesso na voz de Safadão e Xand Avião

Cantor e compositor destaca carreira consolidada e não esconde felicidade de ver canção ser cantada pelas novas gerações

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Cláudio Rios fala da felicidade de ter uma música gravada por Safadão e Xand Avião
Cláudio Rios fala da felicidade de ter uma música gravada por Safadão e Xand Avião | Foto: Divulgação

A música "É o boi, o cavalo e o vaqueiro", do compositor e cantor alagoano Cláudio Rios, voltou a conquistar o público após ser regravada por Wesley Safadão e Xand Avião. Lançada originalmente em 1998, a canção já era considerada um hino das vaquejadas e agora ganha uma nova geração de admiradores, consolidando-se como um clássico da cultura nordestina.

A composição nasceu de uma inspiração espontânea, refletindo a vivência de Cláudio Rios no meio da vaquejada. "Deus me deu o dom de cantar, de compor e eu não tenho nada a reclamar da vida", conta o artista. Crescido no campo, ele buscou retratar na música os três elementos fundamentais da vaquejada: o boi, o cavalo e o vaqueiro. "Sem esses três personagens, não existiria vaquejada", afirma.

A primeira gravação da música aconteceu quando Cláudio integrava a banda Mastruz com Leite, pioneira do forró eletrônico no Brasil. O sucesso à época foi imediato, impulsionado pela rede de rádios SomZoom, também ligada à gravadora do grupo. "Nos quatro cantos do país, onde tinha uma banda de forró e um tecladista, tocava essa música", relembra.

Duas décadas depois, a canção retorna com força total. "Ela nunca saiu do repertório e vai passando de geração em geração, mas voltar agora com essa força está sendo uma felicidade imensa", comenta Cláudio. O convite para a regravação por dois dos maiores nomes do forró atual pegou o compositor de surpresa. "Quando soube que o Safadão ia gravar, fiquei parado, sem acreditar. Ser escolhido por eles para estar no repertório foi uma felicidade muito grande", comemora.

A música já foi regravada por diversos artistas ao longo dos anos, reforçando a renovação constante do forró nordestino. "A música nordestina se renova muito. Antes, pouco se tocava forró na TV, e hoje os programas nacionais contratam para tocar", observa Cláudio, destacando a valorização do gênero no cenário musical brasileiro.

Para Cláudio, "É o boi, o cavalo e o vaqueiro" transcende a música e se tornou parte da identidade da vaquejada no Brasil. Ele destaca ainda um aspecto singular do evento: "A vaquejada é o único esporte que para para cantar, para rezar a Ave Maria, sempre que dá seis horas". Com a força de sua trajetória e a atemporalidade de suas canções, Cláudio Rios segue contribuindo para a cultura nordestina e perpetuando o legado do forró e da vaquejada pelo Brasil.

Mesmo após tantos anos de estrada, ele permanece ativo no cenário musical. Com uma banda composta por 18 integrantes, continua a fazer shows pelo Brasil, principalmente em eventos de vaquejada. Além disso, seu processo de composição permanece intenso. "Música é igual a um filho que Deus dá. Eu não vendo minhas músicas, porque filho a gente não vende", reflete.

Para este ano, o artista está lançando um novo projeto musical. Gravou um DVD de arrocha, misturando ritmos tradicionais da vaquejada com uma nova roupagem, eagora já planeja novas produções para o São João que se aproxima.

Além disso, também vai ter músicas cantadas por grandes artistas, como Bruno & Marrone, que já pediu autorização para gravar a canção “Uma luz no fim do túnel”, composta pelo alagoano. “Outra que vai ser regravada por Zé Cantor, que eu já autorizei, é ‘Vou pra vaquejada’”, afirma.

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