Política
Antes de assumir ministério, Gleisi já causa racha no PT


PODER SEM PUDOR: Ah, subir a rampa!
O mineiro Magalhães Pinto sempre sonhou com a Presidência da República, por isso até apoiou o golpe de 1964, imaginando que seria a “solução civil” dos golpistas. Certo dia, o general Artur da Costa e Silva o convidou para subir em sua companhia a rampa do Palácio do Planalto, cerimônia hoje abandonada. Ele subia a rampa orgulhoso quando o general, ao seu lado, perguntou com malícia: “E então, Magalhães, está gostando?” Magalhães percebeu a ironia e devolveu: “Muito, Senhor Presidente, muito. Mas preferia fazê-lo todos os dias”.
Gleisi ‘articuladora’ ajuda a desestabilizar sucessor
Estava escrito: antes mesmo de assumir a Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann já deu um jeito de aprofundar a divisão no PT. Ela aproveitou um encontro com Lula, em Brasília, para levar representantes de facções de extrema-esquerda do partido a falarem mal de um inimigo. Mas não era Bolsonaro, nem a direita ou o Centrão o alvo da turma de Gleisi. A artilharia foi contra Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e escolhido por Lula para substituí-la na presidência do PT. Como resultado, quem assumiu o cargo interinamente foi Humberto Costa, homem de confiança de Lula, até a eleição do novo comando, em julho.
Ninho de serpentes
As contas variam, mas estima-se que o PT já teve 17 facções. Hoje são 15, todas atuando como seitas e inimigas mortais umas das outras.
Extrema-esquerda
O poder no PT é fragmentado entre grupos como Articulação de Esquerda, PT de Luta e Massas, Esquerda Popular Socialista e Militância Socialista.
Ética, nem pensar
A facção Mensagem ao Partido, de Fernando Haddad e Paulo Teixeira, tentou propor uma “recuperação ética” no PT, mas fracassou. O grupo Democracia Socialista tomou o controle.
Novo velho PT
Hoje, quem dá as cartas no PT é a facção Construindo um Novo Brasil, criada por Lula, José Dirceu, José Genoino e Aloizio Mercadante, todos envolvidos no mensalão.
Insalubridade para professor vira projeto de lei
Um projeto de lei que propõe a criação de um adicional de insalubridade para todos os profissionais da educação será analisado pelo Congresso Nacional. Mas a iniciativa não veio de nenhum dos 594 parlamentares. Foi fruto de um movimento popular no site e-Cidadania, onde a proposta alcançou as 20 mil assinaturas necessárias para obrigar o Senado a debater o tema. Ainda não há estimativa do impacto orçamentário.
Proposta ampla
O projeto prevê o benefício para professores, auxiliares de turmas, orientadores educacionais, orientadores pedagógicos e coordenadores.
Mais que suficiente
O prazo para obter assinaturas terminou no sábado (8), e o projeto recebeu o apoio de 20,7 mil eleitores.
Participação popular
A proposta será analisada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Até hoje, 47 iniciativas populares apresentadas no e-Cidadania já viraram lei.
Denúncia inédita
A Procuradoria-Geral da República começará a analisar, nesta semana, uma nova denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trata-se de um processo inédito entre aqueles que atualmente tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Anistia de mentira
O PL avalia como reagir à mentira difundida por Lula (PT) em seus comícios de que Bolsonaro estaria fazendo campanha para sua própria anistia. A campanha, na verdade, visa os condenados do 8 de Janeiro.
Dilma III
A última vez em que Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha ocuparam ministérios simultaneamente foi entre 2011 e 2014. Ela na Casa Civil, ele na Saúde, no governo Dilma Rousseff. Deu no que deu.
Esclarece, TCU
A deputada Caroline De Toni (PL-SC) quer que o Tribunal de Contas da União (TCU) informe quais medidas pretende tomar contra o governo do PT diante das irregularidades no programa Pé de Meia, que o próprio TCU apontou.
Terceira via?
Apesar de o ex-presidente José Sarney ter declarado que seu partido deve apoiar Lula em 2026, o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), afirmou que a tendência do partido é apoiar um candidato de centro à Presidência.
Pandemia no passado
Há cinco anos, em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde decretava a pandemia da Covid-19. Em 2025, o Ministério da Saúde já contabiliza 130 mil casos e 664 óbitos pela doença.
Agências na mira
O governo dos EUA decidiu fechar postos diplomáticos em diversos países, incluindo o Brasil, segundo o New York Times. Estão na mira as agências consulares em Belo Horizonte, Fortaleza e Manaus.
Consulados na expectativa
Os Estados Unidos mantêm, além da Embaixada em Brasília, os Consulados-Gerais em São Paulo e Rio de Janeiro e os Consulados em Porto Alegre e Recife. Por enquanto.
Pensando bem…
…nos EUA, não negar recessão já gera crise. No Brasil, é a crise que nega a recessão.
