Escândalo Internacional
Ex-ministro espanhol é acusado de lavar dinheiro no Brasil

Para não correr o risco de ser mais uma vítima do ‘alexandrismo’”

PODER SEM PUDOR: Proibido para ingênuos
Prefeito de São Paulo no final da gestão, em 1988, Jânio Quadros pensou em Sílvio Santos para sua sucessão e pediu ao deputado Gastone Righi para promover um almoço.
Jânio foi direto ao ponto, perguntando a Sílvio se ele se relacionaria com os vereadores.
— Simples — reagiu Sílvio, explicando: — Os vereadores foram eleitos pelo povo e, como vou mandar projetos de interesse do povo, eles vão aprovar tudo. Vai ser tranquilo.
Jânio pigarreou, percebendo tratar-se de um principiante. Após alguns instantes de silêncio, dirigiu-se ao anfitrião:
— Gastone, meu bem, seria bom mandar servir o almoço.
E não se falou mais no assunto.
Ex-ministro espanhol ‘lavou’ dinheiro no Brasil
O “operador” de José Luis Ábalos, ex-ministro do Desenvolvimento do governo socialista da Espanha, “lavou” mais de 500 mil euros (R$ 3,1 milhões) no Brasil, furtados de contratos de compra de máscaras durante a pandemia da Covid-19, segundo a Promotoria Anticorrupção da Espanha, órgão especial do Ministério Público. Autoridades espanholas afirmam que, para “dificultar o rastreamento” do dinheiro roubado, uma boa parte foi depositada em conta aberta em nome da empresa brasileira Suro Capital no banco Itaú BBA. O caso já é investigado no Brasil.
Lavagem socialista
Policiais suspeitam que o dinheiro acabou retornando às mãos do ex-ministro socialista por meio de pessoas próximas.
Silêncio no Brasil
Há suspeita da participação de brasileiros no esquema, que explodiu há um ano, quando foi preso Koldo Izaguirre, ex-assessor de Ábalos.
Acusações graves
Ábalos já responde a processo no Supremo espanhol por suspeita de corrupção, peculato, tráfico de influência e crime organizado.
Absurdo ao quadrado
O grupo criminoso, diz a promotoria espanhola, também usou empresas em Luxemburgo para lavar dinheiro roubado de verbas para a pandemia.
Janja dá esticada a Paris após passeio no Japão
Janja optou por um roteiro internacional próprio, longe do maridão. Ela viaja ao Japão uma semana antes de Lula (PT) para agenda e gastos sob “sigilo”. Depois, emendará com uma intrigante viagem a Paris. La vie en rose sempre encanta a politicalha, ainda mais por conta de quem paga impostos. O governo diz que Janja irá “preparar a visita de Lula”. É falso: integram os escalões “avançado” e “precursor” apenas rigorosos profissionais de logística, comunicações e segurança, sem espaço para improvisações.
Por nossa conta
O governo não informa custos da viagem e de hotéis de luxo: “Janja não tem cargo público”. Mas não explica por que, então, pagamos o passeio.
Barriga cheia
Em Paris, Janja irá a uma “Cúpula para Nutrição e Crescimento” nos dias 27 e 28. Mas o governo prefere divulgar que o tema, claro, será desnutrição.
Jogos da fome?
Paris foi escolhida sob a explicação oficial de sediar os Jogos Olímpicos, cujo cardápio até virou alvo de críticas dos atletas em 2024.
Exilado político de peso
O Brasil finca raízes no grupo de países de má fama em razão do autoritarismo. O deputado mais votado do Brasil, com quase 2 milhões de votos, Eduardo Bolsonaro, é o mais novo exilado político brasileiro. Por onde andar, sua denúncia de perseguição será lembrada.
Democracia relativa
O recado que o exílio de Eduardo Bolsonaro passa é que, no Brasil, não se respeitam nem mesmo os princípios básicos da própria Constituição, como direito à livre expressão e inviolabilidade do mandato parlamentar.
La vie en rose
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é outro que não se aguenta e vai dar um rolê em Paris, a pretexto de fazer palestra, reencontrar a boa mesa etc. Tudo por conta dos impostos que ele aumentou.
Não falou, mas disse
“Ninguém falou em asilo ainda. Mas se for o caso, ele pede e o [presidente dos EUA, Donald] Trump dá imediatamente para ele”, disse o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o filho ameaçado pelo Supremo.
Sem chances
Apesar de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ser contrário à apreensão do passaporte, quem decide sobre isso é Alexandre de Moraes, que não gosta de Eduardo Bolsonaro e tem proporcionado muitas alegrias ao PT.
Alea jacta est
Os deputados petistas Lindbergh Farias (RJ) e Rogério Correia (MG) são os autores do pedido ao STF para apreender o passaporte do deputado Eduardo Bolsonaro. Se os autores fossem da Rede ou do PSOL…
Vai ficar para abril
O Orçamento público de 2025, que a lei manda aprovar até dezembro do ano anterior, foi novamente adiado na Comissão Mista de Orçamento para sexta-feira (21), dia em que o Congresso geralmente não funciona.
