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quarta-feira, 02/04/2025 | Ano | Nº 5935
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OTIMISMO

Intenção de consumo em Maceió é a maior em oito meses e supera média nacional

Instituto Fecomércio aponta alta de 0,7% na capital alagoana, sustentada por crédito e benefícios sociais

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Brasil registrou recuo de -2,1% no período, enquanto a capital alagoana acumulou alta de 0,7%
Brasil registrou recuo de -2,1% no período, enquanto a capital alagoana acumulou alta de 0,7% | Foto: Ailton Cruz

Os maceioenses passaram a consumir mais no primeiro trimestre de 2025. Esse cenário é revelado pelos dados do Instituto Fecomércio AL, divulgados ontem (1). O crescimento foi de 0,7% entre janeiro e março de 2025 e sai na contramão da média do consumo nacional, que recuou -2,1% no mesmo período.

A capital alagoana atingiu em março o índice de 114,3 na Intenção de Consumo das Famílias (ICF), melhor número desde agosto de 2024. No primeiro mês deste ano, o comércio maceioense alcançou 113,5, o que mostra um aumento percentual de 0,7%. A intenção é medida pela pesquisa realizada em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O assessor econômico do Instituto Fecomércio, Francisco Rosário, avalia que o aumento do salário mínimo e outros fatores influenciaram um melhor cenário comercial. “Os ganhos de renda provenientes dos aumentos reais acumulados do salário-mínimo em 2024 e 2025, a maior disponibilidade de crédito, o aumento dos benefícios sociais e a alta da ocupação em Maceió estão sustentando esse crescimento do consumo no primeiro trimestre de 2025”, pontua o economista.

CRÉDITO E PERSPECTIVA FUTURA

Rosário analisa que os subindicadores de Acesso ao Crédito (4,8% mensal) e de Perspectiva de Consumo (3%), apresentados pela pesquisa, foram os principais impulsionadores do desempenho de março. “O crédito está impactando na confiança do consumo, permitindo que as famílias mantenham a confiança no futuro, mesmo com desafios conjunturais”, analisa.

DIVERGÊNCIAS ENTRE AS FAIXAS DE RENDA

A pesquisa também revelou comportamentos distintos entre as faixas de renda. Enquanto as famílias de renda mais alta retraíram o consumo em 1,3%, pressionadas pelo endividamento e pelos juros elevados, as de renda mais baixa registraram crescimento de 0,7%, impulsionadas por um crédito mais acessível, que subiu 5,5% em março.

Apesar da faixa de renda mais alta apresentar crescimento contínuo desde março de 2024 ao passo em que as famílias de renda mais baixa apresentarem oscilações na intenção de consumo, ambas as faixas projetaram aumento na intenção de consumo (3% e 4%, respectivamente). Para as de renda maior, contudo, o acesso ao crédito encolheu -2,7%, reflexo dos custos financeiros crescentes. “Essa redução do acesso ao crédito, que agora ocorre na faixa de renda mais alta, é devido ao crédito mais caro, o que está reduzindo vários financiamentos”, explica o economista.

Em meio a um cenário que mostra o consumo de curto prazo em queda (-2,6%), mas uma perspectiva mais positiva a longo prazo (3%), o economista aconselha que os pequenos negócios invistam em marketing digital e firmem parcerias com fornecedores locais para atrair consumidores. “Além disso, diversificar as formas de pagamento e facilitar o acesso ao crédito pode atrair mais consumidores. E, para ampliar a visibilidade e o alcance do negócio, saber utilizar as redes sociais para promover produtos e divulgar ofertas especiais pode fazer a diferença”, aponta.

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