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TARIFAÇO

Trump impõe nova tarifa de 10% a produtos brasileiros

China será taxada em 34% e a União Europeia em 20%; nova política começa a valer nesta quinta-feira (3)

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Imagem ilustrativa da imagem Trump impõe nova tarifa de 10% a produtos brasileiros
| Foto: New Jersey Monitor

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem (2) que o país passará a cobrar 10% de todas as importações do Brasil, como parte do decreto que estabelece tarifas recíprocas aos parceiros comerciais dos EUA. A China será taxada em 34% e a União Europeia 20%.

O republicano detalhou as tarifas que serão cobradas dos 185 países que taxam produtos norte-americanos. Segundo ele, as tarifas recíprocas serão ao menos metade da alíquota cobrada pelos outros países, sendo a taxa mínima de 10%. Entre as nações que ficaram com essa menor cobrança estão o Brasil, Reino Unido, Chile, Argentina e Paraguai.

As tarifas serão aplicadas a partir de hoje (3). Já as recíprocas individualizadas, mais altas, serão impostas aos países com os maiores déficits comerciais com os EUA a partir do dia 9. No caso dos produtos brasileiros, a base para todos os produtos é de 10%. O aço e o alumínio, que têm taxas próprias já anunciadas, seguem com 25% de taxa.

“As nações estrangeiras finalmente serão convidadas a pagar pelo privilégio de acesso ao nosso mercado, o maior mercado do mundo”, afirmou Trump.

As maiores taxas foram impostas à Saint-Pierre e Miquelon (50%), Lesoto (50%), Camboja (49%), Laos (48%), Madagascar (47%) e Vietnã (46%).

Trump também disse que “teria sido difícil para muitos países” cobrar a mesma alíquota cobrada dos EUA, e que daria descontos porque os americanos são “muito gentis”.

REAÇÕES

Líderes mundiais reagiram com cautela ao anúncio do republicano. A maior parte dos governantes lamentou a decisão da Casa Branca, mas rechaçou a ideia de escalar uma guerra comercial.

O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse que a resposta de Londres ao anúncio de Trump é manter a calma. “Os EUA são nossos aliados mais próximo”, ponderou.

Anthony Albanese, premiê da Austrália, outro aliado próximo dos EUA, disse que a decisão de Trump não é “o ato de um amigo”, mas disse que seu país não vai adotar tarifas recíprocas em resposta: “É o povo americano que pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas. É por isso que nosso governo não buscará impor tarifas recíprocas. Não entraremos em uma corrida para o fundo do poço”.

O premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse que o país “protegerá suas empresas e trabalhadores e continuará comprometido com um mundo aberto”.

A primeira-ministra italiana, Georgie Meloni, prometeu “fazer tudo o que pudermos para trabalhar em prol de um acordo com os Estados Unidos”.

A expectativa do anúncio já havia provocado reações antes mesmo do discurso do republicano na Casa Branca. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na terça que a União Europeia tem um “plano forte” para retaliar as tarifas impostas por Washington.

Chamada pelo republicano de “Dia da Libertação”, essa quarta-feira (2) marcou o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros. “Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, na história americana. É nossa Declaração de independência econômica”, afirmou o presidente norte-americano.

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