Pela primeira vez com o grupo completo na Itália, a Seleção Brasileira fez seu segundo treino em preparação para a Copa do Mundo. No CT da Continassa, casa da Juventus, o técnico Tite teve todos os 26 convocados à disposição em campo. Nessa segunda (14), o treinador trabalhou apenas com 14 atletas no gramado, enquanto outros dez ficaram na academia fazendo trabalho regenerativo. Neymar e Marquinhos, que se atrasaram, chegaram durante a atividade em Turim e foram a campo nesta terça (15).
O camisa 10 trabalhou normalmente, assim como a maioria dos demais atletas. Jogadores da Juventus, Danilo e Bremer, que atuaram os 90 minutos da vitória da Velha Senhora no domingo, começaram dando voltas no gramado, mas depois se juntaram aos demais.
O zagueiro Marquinhos iniciou a atividade fazendo um trabalho à parte, em separado, na academia. O defensor do PSG sentiu um desconforto muscular e não jogou no domingo. O departamento médico da Seleção faz um trabalho para tê-lo em breve. Depois, o atleta foi a campo para dar sequência e correu em volta do gramado.
No gramado, Tite separou os atletas em dois grupos, em campo reduzido, com Neymar atuando como coringa para a equipe que estava atacando. Na segunda parte da atividade, o camisa 10 descansou do lado de fora.
A Seleção Brasileira ficará em Turim até sábado (19), quando embarca para Doha, onde finalizará a preparação para a Copa do Mundo. A estreia do Brasil será no dia 24 de novembro, contra a Sérvia, no Estádio Lusail, às 16h (de Brasília; 22h no horário local).
BOLA TECNOLÓGICA
O nome Al Rihla significa ‘a jornada’, em árabe e também está relacionado à busca por conhecimento. Esta é a bola que vai ser literalmente o centro das atenções na Copa do Mundo do Catar.
A bola é apontada como a mais tecnológica de todas as copas e apresenta sensor para agilizar a marcação de impedimentos e uma camada externa que melhora a aerodinâmica. Sua pintura foi inspirada na arquitetura e na bandeira do Catar.
Os 20 gomos da Al Rihla foram inspirados nas velas das embarcações (dhow) que estão atreladas à região e à cultura árabe há centenas de anos. Os sulcos da bola têm ação determinante na sua aerodinâmica e aderência. Em bolas com menos ranhuras, o fluxo de ar causa um vácuo que as deixam mais lentas e menos precisas.
Dentro da bola há um sensor esférico sustentado por um sistema de cordas. Alimentada por uma bateria recarregável, que pode ser carregada por indução, a tecnologia envia dados 500 vezes por segundo indicando a localização em campo e sensível a cada toque que a bola recebe.
As informações da bola são enviadas para computadores ligados à sala do VAR, onde os árbitros recebem e analisam os dados em tempo real. Quando um impedimento é detectado por esta tecnologia de inteligência artificial, eles recebem um alerta na tela. Espectadores da transmissão e do estádio assistirão a um replay do lance com animações que explicam o que de fato ocorreu.