É UM TALENTO!
Arthur Ryan: a nova joia que brilha no Fluminense
Com 16 anos de idade, lateral-direito alagoano se destaca na base do Tricolor carioca e sonha em chegar à Seleção


Com apenas 16 anos de idade, o lateral-direito Arthur Ryan desponta como um dos talentos das categorias de base do Fluminense-RJ. O jovem alagoano, que é natural de Arapiraca, mas foi criado em Girau do Ponciano, precisou deixar Alagoas ainda muito cedo para seguir o sonho de se tornar jogador de futebol no Rio de Janeiro.
O agora atleta do Tricolor foi convocado para a Seleção Brasileira da categoria sub-17 e se apresentou no dia 20 de fevereiro, na Granja Comary, em Teresópolis. Ele disputou amistosos contra o Equador, no dia 24, quando o Brasil venceu, de virada, por 2 a 1, e no dia 27 do mesmo mês, quando a Seleção foi derrotada por 1 a 0. As atividades serviram de preparação para o Sul-Americano, em Cartagena, na Colômbia.
Campeão brasileiro e da Copa do Brasil Sub-17, no ano passado, pelo Flu, Arthur Ryan foi convocado pelo técnico Dudu Patetuci para sua primeira participação com a Amarelinha.
Arthur iniciou sua trajetória no futebol aos 6 anos de idade, na escolinha ABBE, do professor Celso, em Girau do Ponciano. Antes de chegar ao Flu, ele passou pela escolinha do São Caetano, em Arapiraca, sendo treinado pelo professor Olavo. Depois, jogou em duas escolas de futsal, onde conquistou uma bolsa para estudar e seguir na carreira futebolística.

Em entrevista ao jornal Golaço, o lateral do Tricolor das Laranjeiras contou detalhes sobre sua chegada ao clube carioca: “Cheguei ao Fluminense aos 9 anos, através do amigo Nelson Lima, que tinha contato com Ricardo Correia, chefe de olheiro do clube”.
Ele revelou quando foi que despertou a vontade de se tornar jogador de futebol, lembrando a influência do irmão mais velho. “Tive esse desejo quando meu irmão Matheus começou a jogar em uma escolinha. Sempre gostei de acompanhá-lo, ver de perto os treinos e as partidas, e foi aí que comecei a me apaixonar pelo futebol”.
Arthur não esconde o orgulho de representar um clube tão importante no cenário nacional, como o Fluminense. “Para mim é uma honra vestir a camisa de um grande clube como o Fluminense, que me acolheu desde o primeiro dia. O que eu sou hoje, como atleta e como pessoa, é graças ao Flu, que estará no meu coração para sempre”, disse à reportagem.
SONHOS
E continuou, citando quais os seus sonhos no futebol: “Vou seguir trabalhando forte, dando meu máximo nos treinos e jogos, para continuar alcançando meus objetivos na base. Só assim estarei preparado para realizar meus grandes sonhos: jogar no profissional do Fluminense e representar o Brasil, com a camisa da Seleção Brasileira. E vou trabalhar muito para conseguir isso”.
Arthur faz parte de uma geração vitoriosa, como ele mesmo define. Sobre os títulos importantes conquistados com a camisa do Fluminense, ele disse: “Graças a Deus, faço parte de uma geração vitoriosa. Já conquistei 12 Estaduais, um torneio internacional e, em 2024, os mais importantes da minha carreira, até o momento, que são a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Sub-17”.

FAMÍLIA: “TUDO PARA MIM”
Ao ser perguntado como se define na profissão de atleta de futebol, o garoto resumiu: “Sou um jogador dedicado, que joga pela equipe”. E emendou, falando sobre as principais características que possui como lateral-direito: “Velocidade, marcação, bom passe, técnica, força e boa chegada ao ataque”.
Desde muito novo, Arthur Ryan saiu de Alagoas com destino ao Rio de Janeiro, deixando a família na terra natal. Ele falou sobre a importância dos familiares neste processo e não esqueceu de agradecer a Deus: “Primeiramente, agradeço a Deus pela família que Ele me deu. Meu pai e minha mãe são tudo para mim. Eles deixaram tudo para trás para viver o meu sonho no Rio de Janeiro e seguem comigo até hoje. Sou eternamente grato por isso”.
O jovem atleta, inclusive, tem um familiar que já jogou futebol: Simão, justamente o pai dele. “Ele é ex-jogador do ASA de Arapiraca, onde foi campeão do Alagoano de 2000”, lembrou. E revelou, sem titubear, o que ele mesmo seria, se não fosse jogador de futebol: “Provavelmente trabalharia em alguma área ligada ao esporte”.
Por fim, o jovem alagoano citou a principal referência que tem no futebol: Kyle Walker, do Manchester City. “Gosto muito do lateral Kyle Walker. Ele é um jogador de muita força, excelente na marcação, com bons passes e velocidade”, encerrou.