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Modelo híbrido

O futuro do trabalho em 2025: menos prédio, mais propósito

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O ano de 2025 será um divisor de águas no mundo do trabalho. Com a consolidação do modelo híbrido e a aceleração das mudanças tecnológicas, empresas e profissionais enfrentam uma reconfiguração profunda de rotinas, estruturas e expectativas. Segundo pesquisa da International Workplace Group (IWG), tendências como o fim dos contratos de aluguel de longo prazo e a busca por maior flexibilidade já moldam um novo cenário, no qual o “onde” se trabalha importa menos do que o “como” e o “porquê”.

Um dos sinais mais claros dessa transformação é o desgaste do chamado “RTO” (Return to Office) — ou retorno ao escritório. Empresas que ainda insistem na obrigatoriedade da presença diária correm o risco de perder talentos. A pesquisa indica que o trabalho híbrido não apenas favorece a produtividade, mas também aumenta a satisfação dos colaboradores. Em um cenário de escassez de mão de obra qualificada, flexibilizar deixou de ser um diferencial e passou a ser uma estratégia de sobrevivência corporativa.

Outro movimento em alta é a valorização de resultados em vez do controle rígido do horário comercial. A métrica baseada no tempo de tela ou no número de horas logadas está sendo gradualmente substituída por metas concretas e entregas mensuráveis. Empresas mais progressistas estão entendendo que oferecer autonomia não significa perder o controle, mas construir confiança e engajamento.

Esse novo paradigma também redesenha o espaço urbano. O crescimento das pequenas e médias empresas e a digitalização do trabalho impulsionam a procura por escritórios flexíveis fora dos grandes centros, levando vida a subúrbios e cidades menores. O deslocamento diário, antes visto como inevitável, agora é cada vez mais percebido como um custo desnecessário — financeiro, emocional e ambiental.

Além disso, a transformação do trabalho impacta questões sociais fundamentais, como equidade de gênero e bem-estar. O modelo híbrido tem o potencial de tornar reuniões mais inclusivas e acessíveis, ao mesmo tempo que reforça o direito à desconexão.

Para as novas gerações, flexibilidade já é tão importante quanto benefícios tradicionais, como plano de saúde. Trabalhar remotamente começa a ser visto não como um privilégio, mas como um requisito essencial de qualidade de vida.

Mais do que uma tendência, o trabalho híbrido se consolida como uma nova mentalidade. As empresas que souberem compreender esse movimento — investindo em estruturas mais ágeis, ouvindo seus colaboradores e ressignificando o papel do escritório — sairão na frente. Em 2025, a competição não será apenas por lucro ou inovação, mas por relevância e coerência com os valores de uma força de trabalho em plena transformação.

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