Editorial
Déficit

O Brasil enfrenta um sério problema que pode comprometer seu desenvolvimento econômico e tecnológico nas próximas décadas: a escassez de engenheiros e profissionais de tecnologia. Conforme alertou o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinicius Marchese, o País não está formando especialistas suficientes para atender à crescente demanda do mercado.
Uma das principais soluções para esse déficit passa pelo investimento na formação de novos engenheiros. Isso começa pela base: uma educação fundamental e média de qualidade, que incentive os jovens a seguir carreiras nas áreas de exatas. O ensino da matemática e das ciências precisa ser fortalecido.
Além disso, os cursos superiores precisam ser modernizados. Muitas graduações ainda operam sob currículos defasados, pouco alinhados às novas tecnologias e às exigências do mercado. Outro ponto essencial é a valorização da carreira.
O crescimento sustentável e a competitividade do país dependem de um corpo técnico qualificado. Se não houver investimentos urgentes na formação e valorização dos engenheiros, o Brasil poderá sofrer um apagão de mão de obra qualificada, comprometendo sua capacidade de inovação e progresso.