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Reciprocidade

Senado aprova projeto que autoriza governo a retaliar ‘tarifaços’ como os de Trump

Medida permite adoção de contramedidas a barreiras comerciais impostas contra produtos brasileiros

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Projeto foi votado ontem pelo Senado em regime de urgência e agora segue para a Câmara


Na pauta, o PLP 201/2019 que garante a participação popular nas decisões de planejamento orçamentário. A proposta é um incentivo ao envolvimento dos cidadãos na elaboração dos planos, Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) e orçamentos. 

Mesa: 
senador Jorge Kajuru (PSB-GO); 
líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA); 
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); 
secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Projeto foi votado ontem pelo Senado em regime de urgência e agora segue para a Câmara Na pauta, o PLP 201/2019 que garante a participação popular nas decisões de planejamento orçamentário. A proposta é um incentivo ao envolvimento dos cidadãos na elaboração dos planos, Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) e orçamentos. Mesa: senador Jorge Kajuru (PSB-GO); líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA); presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar Foto: Jonas Pereira/Agência Senado | Foto: Jonas Pereira

O plenário do Senado Federal aprovou por unanimidade ontem o projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.

O texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ontem de manhã, em regime terminativo. Ou seja, não teria que passar pelo plenário.

Porém, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou um recurso para o texto passar pelo Plenário e outro para a matéria tramitar em regime de urgência, como forma de apressar a votação e o envio para a Câmara. A expectativa é que o texto seja aprovado pelos deputados hoje.

O texto prevê que o governo federal poderá agir para combater decisões unilaterais estrangeiras que:

- violem e prejudiquem acordos comerciais do Brasil;

- ameacem ou apliquem sobretaxas; ou

- decretem critérios ambientais para produtos brasileiros, mais rígidos do que os aplicados para os mesmos produtos nos países importadores.

A proposta, que tem apoio do governo e da bancada do agronegócio, é uma tentativa de responder a dois fenômenos externos que têm impactado a balança comercial brasileira:

as medidas da União Europeia contra a agropecuária brasileira – incluindo a resistência em assinar o acordo com o Mercosul – por suposta falta de compromisso ambiental;

os sucessivos anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que vai sobretaxar produtos vindos de fora.

O QUE PREVÊ O TEXTO?

O projeto prevê que o Poder Executivo poderá adotar contramedidas a barreiras comerciais ou legais decretadas, no mercado internacional, contra produtos brasileiros.

As medidas poderão ser aplicadas de forma isolada ou de forma cumulativa.

Um dos mecanismos autorizados é a adoção de sobretaxas nas importações de bens ou de serviços contra um país ou bloco econômico que retaliar o Brasil.

Ou seja: o Brasil poderia, por exemplo, definir um imposto de importação mais alto para os produtos vindos dos Estados Unidos.

Também poderá ser decretada a suspensão das obrigações do Brasil com outros acordos comerciais estrangeiros.

Há ainda uma outra medida de retaliação a ser aplicada em “caráter excepcional”: o governo poderia suspender direitos de propriedade intelectual.

O Brasil também poderia suspender o envio de royalties e o registro de patentes a indústrias e indivíduos do país atingido. Enquanto a retaliação vigorar, o governo brasileiro deixaria de compensar ou remunerar o titular da patente pelo uso não autorizado.

Pelo relatório da senadora Tereza Cristina, essa medida só poderá ser decretada se as anteriores forem “consideradas inadequadas” para reverter o entrave comercial.

Essa restrição é uma novidade em relação ao texto original aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado.

As retaliações brasileiras poderão ser provisórias ou por tempo indeterminado.

Se o projeto virar lei, o governo estará autorizado a alterar ou suspender as medidas conforme o avanço de negociações.

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