Recorde
Brasil bate recorde na produção de ovos e no abate de bovinos, frangos e suínos
Setor agropecuário registra crescimento expressivo em 2024, com destaque para o aumento de 15,2% no corte de bovinos

O setor agropecuário brasileiro encerrou 2024 com recordes históricos, impulsionados pelo aumento na produção de ovos e pelo crescimento no abate de bovinos, frangos e suínos. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o abate de bovinos cresceu 15,2% em relação a 2023, atingindo 39,27 milhões de cabeças.
Esse foi o maior número de bovinos abatidos desde 2013, quando o volume chegou a 34,41 milhões de cabeças. O aumento expressivo foi impulsionado pela alta no abate de fêmeas, que atingiu 16,9 milhões de cabeças, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
O estado líder no abate de bovinos foi Mato Grosso, com 18,1% da participação nacional, seguido por Goiás (10,2%) e São Paulo (10,2%).
FRANGOS E SUÍNOS
A produção de frangos também bateu recorde, totalizando 6,46 bilhões de unidades abatidas em 2024, um crescimento de 2,7% sobre 2023. Deste total, 65% foram destinados ao consumo interno, enquanto 35% foram exportados, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial de frango.
Os principais mercados consumidores do frango brasileiro são China, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita.
Já o abate de suínos atingiu 57,86 milhões de cabeças, um crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior. O aumento representa 684,24 mil suínos a mais abatidos em comparação com 2023.
Apesar dos números positivos no acumulado do ano, houve uma leve retração no quarto trimestre de 2024: o abate de bovinos caiu 7,9% em relação ao trimestre anterior; o abate de frangos recuou 1,1%; o abate de suínos caiu 4,6%.
PRODUÇÃO DE OVOS
Outro recorde registrado em 2024 foi a produção de ovos de galinha, que alcançou 4,67 bilhões de dúzias, um crescimento de 10% na comparação anual.
No quarto trimestre de 2024, a produção de ovos atingiu 1,2 bilhão de dúzias, representando um aumento de 0,2% em relação ao terceiro trimestre.
Do total produzido, 82,1% foram destinados ao consumo e 17,9% à incubação.
